Em Cuba, todo evento inclui música da melhor qualidade. Não poderia ser diferente no encerramento do Colóquio Pátria, encontro que reuniu profissionais da comunicação de diversos países, entre 17 e 19 de março.
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A propósito do Colóquio Pátria, leia o artigo do jornalista Patrício Montesinos
E quem disse que Cuba está sozinha?
Por Patricio Montesinos
De Havana
Há poucos dias, em uma de minhas notas, escrevi que cada novo ataque dos Estados Unidos contra Cuba intensifica a solidariedade internacional com a ilha caribenha e isola ainda mais Washington do resto do mundo.
Um claro e evidente exemplo disso é o IV Colóquio Internacional Pátria, que está ocorrendo neste mês de março na prestigiosa Universidade de Havana, com a presença de cerca de 400 delegados de aproximadamente 50 nações dos cinco continentes.
O principal objetivo desse encontro é proteger Cuba da agressividade da atual administração do presidente Donald Trump, denunciar o criminoso bloqueio e exigir a retirada da Ilha da ilegal lista da Casa Branca de países patrocinadores do terrorismo.
Com o lema “somos povos tecendo redes”, os participantes do evento—renomados especialistas da comunicação, desenvolvedores de novas tecnologias ligadas à Inteligência Artificial (IA), jornalistas, diretores e ativistas de mídias digitais—traçarão estratégias para combater os ataques dos EUA contra o histórico arquipélago do Caribe.
Além disso, defenderão a criação de uma rede permanente e unificada em defesa de Cuba, reconhecendo o papel fundamental da Ilha para o Sul Global como um horizonte possível.
O colóquio, realizado em homenagem à fundação do jornal Pátria pelo herói nacional José Martí, em 14 de março, Dia da Imprensa em Cuba, teve início na segunda-feira com a presença do presidente Miguel Díaz-Canel e será concluído na quarta-feira com uma Declaração Final de apoio à nação anfitriã e a todas as causas justas dos povos oprimidos pelo imperialismo do norte brutal e turbulento.
Coincidindo com o evento, chegaram à Havana o renomado ator e diretor norte-americano Kevin Costner e o secretário-geral do Partido Comunista da Argentina, Jorge Kreyness, ambos recebidos pelo presidente Díaz-Canel, conforme relatos da imprensa.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero, e o vice-primeiro-ministro Eduardo Martínez estão em visitas ao Congo e à Índia, respectivamente, para fortalecer as relações com esses países. Enquanto isso, o chanceler Bruno Rodríguez realiza uma importante viagem diplomática pela África, com o mesmo propósito, segundo informações divulgadas.
Diante disso, a pergunta “e quem disse que Cuba está sozinha?” tem uma resposta óbvia: hoje, a ilha está mais apoiada do que nunca, para desespero de Washington, que sofre de um isolamento crescente devido à sua fracassada política hostil contra a nação cubana.
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