Essa mídia contrarrevolucionária, financiada pelo Departamento de Estado e os serviços especiais estadunidenses, foi denunciada ante a opinião pública como o que realmente é: um instrumento de subversão contra a Maior das Antilhas
Por: Raúl Antonio Capote*
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Publicado em 13 de novembro de 2025
Granma**
A denúncia realizada através da Televisão Cubana, na noite de quarta-feira (12/11), pôs sobre a mesa a rede de ações ilegais que conformam a estratégia desestabilizadora do governo dos EUA contra Cuba.
El Toque, mídia contrarrevolucionária financiada pelo Departamento de Estado e os serviços especiais estadunidenses, foi denunciado ante a opinião pública como o que realmente é: um instrumento de subversão contra a Maior das Antilhas.
Durante décadas, os EUA vêm se empenhando em vencer o insubmisso arquipélago. Quantas vezes tentaram provocar uma explosão social em Cuba e reeditar episódios fabricados por eles em outras regiões do mundo?
Nos últimos anos, triplicaram o orçamento para a guerra multiforme contra a Maior das Antilhas; o objetivo foi provocar a maior dor possível, utilizando a penúria como arma, a fome e muitos outros males, verdadeiros cavaleiros do Apocalipse lançados sobre o povo, para destruir a sua capacidade de resistência, desmoralizá-lo e vencê-lo.
O bloqueio econômico, vinculado à permanente agressão psicológica, foi levado a níveis de precisão cirúrgica. Apostam em criar um cenário caótico, apagando os nossos lares, paralisando a indústria, o transporte, a vida.
Como elemento fundamental, a comunidade de inteligência dos Estados Unidos leva a cabo uma estratégia para distorcer as finanças cubanas e induzir a inflação internamente no mercado cubano.
A estratégia de guerra econômica se divide em várias etapas: desabastecimento, inflação induzida, boicote de provisões e bloqueio financeiro, para limitar o mais possível a entrada de divisas ao país, fundamentalmente de dólares. Essas ações enfatizaram-se centralmente nas maquinações contra o turismo e os serviços médicos.
A segunda fase inclui a utilização de plataformas financiadas pela administração norte-americana, como El Toque, para estimular a inflação. Os antecedentes desse fenômeno se encontram em procedimentos similares realizados por Washington na Nicarágua, no Zimbábue, na Argentina (Dolar Blue, via Telegram) e na Venezuela (Dolar Today, via web).
El Toque, sob o pretexto de oferecer informação «independente» e «objetiva», cumpre a tarefa de degradar o nível de ganhos da população, mediante a manipulação especulativa da taxa de câmbio.
Como a Televisão Cubana bem denunciou, p diretor de El Toque, José Jasán Nieves, é um receptador do dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Com parte desses dólares que são entregues, obviamente tentando ocultar o obscuro propósito que guia tal ação, pretende-se formar «líderes de mudança», desde o setor privado da economia.
No estilo dos especuladores de ofício que prosperam no mundo com a pobreza das maiorias, sem que haja nenhuma razão econômica real que o motive, a taxa de câmbio sobe ou desce, move-se misteriosamente, sempre a favor dos seus operadores.
Tráfico de divisas, especulação financeira, mercenarismo foram denunciados; trata-se de um negócio redondo que frutifica às custas do povo cubano, de delitos duramente castigados pelas leis internacionais.

