Armas e equipamentos militares transportados pelos tripulantes da lancha proveniente da Flórida. |Imagem: Ministério do Interior de Cuba
Publicado em 13 de março de 2026, no jornal cubano Granma*
Por: Dilbert Reyes Rodríguez; Carmen Maturell Senon; Susana Antón Rodriguez
Sobre a frustrada infiltração armada de um comando terrorista pelas costas de Villa Clara, o presidente cubano afirmou, em resposta a uma pergunta do Granma: o fato é precisamente isto: uma infiltração armada com fins terroristas, financiada e organizada a partir dos EUA.
Disse que vinham fortemente armados, o que demonstra suas intenções e a mentira de que vinham buscar famílias. “Acham que é possível enganar um povo com tamanha mentira?”, ponderou.
Informou que o objetivo do que definiu como uma tentativa de agressão era assaltar unidades militares e centros sociais, para gerar confusão e medo.
Detalhou que foi instaurado um processo penal contra os implicados sobreviventes, um processo com todas as garantias legais, incluindo o contato com seus familiares; quanto aos feridos, permanecem sob cuidados médicos, o que agradeceram.
Sobre os falecidos, afirmou que seus familiares os reconheceram e estiveram envolvidos no cuidado dos corpos.
Especificou que, nas investigações, todos os envolvidos reconheceram sua participação, que foram os primeiros a disparar contra os guardas de fronteira cubanos, e forneceram detalhes sobre o recrutamento, organização, treinamento e financiamento, com nomes, instituições e objetivos.
Dois dos detidos, lembrou, estão incluídos na Lista Nacional de Pessoas e Entidades Terroristas e, oportunamente, foram fornecidas informações à contraparte dos EUA, que agradeceu a informação e manifestou, por via diplomática, sua disposição de participar no esclarecimento.
O Chefe de Estado anunciou que foi comunicada uma próxima visita do Bureau Federal de Investigação (FBI) dos Estados Unidos para colaborar com o Ministério do Interior cubano. Há, sim, colaboração bilateral no assunto, confirmou.
Dois dias após o ocorrido, relatou, visitamos no hospital o comandante da embarcação cubana, um jovem com longa folha de serviços, ferido pela arma dos agressores que vieram dispostos a matar.
É membro de uma família humilde, “que se esforçava em nos explicar não sua dor, mas o cumprimento do dever”.
Narrou como, mesmo ferido, manteve-se ao leme, até que o enfraquecimento o obrigou a passar o comando da missão a outro companheiro.
São muitas as lições, disse, que, somadas aos companheiros caídos em combate na Venezuela, deixam os cinco combatentes guardas de fronteira que frustraram o ataque de uma força que os superava em homens e armamentos.
Assegurou que sua valentia fortalece convicções e enobrece em situações difíceis. “Quando os heróis têm rostos, nomes, sua história é um exemplo do que se multiplica em milhares de combatentes.”
Referiu-se também aos dez panamenhos detidos e processados por atividades subversivas, que igualmente deram detalhes sobre quem os recrutou, organizou e financiou, o que será informado oportunamente.
(continua)
Tradução: Lina Noronha
*https://www.granma.cu/cuba/2026-03-12/manana-comparecencia-del-primer-secretario-del-comite-central-del-partido-y-presidente-de-la-republica-12-03-2026-18-03-42

