Viver sob o signo do bloqueio é uma história real (parte 7): Do outro lado da cidade

Raquel, uma moradora do município de Boyeros, na capital, passa as horas do apagão à luz de uma pequena lâmpada. 

Foto: Enrique González (Enro)/ Cubadebate.

Trecho de artigo publicado em Cubadebate, em 22 de fevereiro de 2026

Por: Oscar Figueredo Reinaldo, Thalía Fuentes Puebla, Yilena Héctor Rodríguez, Marcelino Vázquez Hernández, Frank Martínez Rivero, Verónica Alemán Cruz, Aniela Dumas Rojas, Inés María Castro Machado, Abel Padrón Padilla, Enrique González Díaz (Enro)

   Na capital, é evidente a redução do transporte para menos da metade do habitual, e os pontos de ônibus, antes lotados, transformaram-se agora em locais de encontro para pessoas que percorrem longas distâncias a pé, sem a certeza de chegar a tempo aos seus destinos.

   Maritza Fernández, moradora do município de Playa, explica ao Cubadebate como a situação atingiu níveis críticos: “Muitos dos meus vizinhos enfrentam grandes dificuldades para chegar aos seus locais de trabalho, instituições de ensino ou hospitais. Alguns recorrem ao trabalho remoto, mas outros, obrigatoriamente, precisam sair para tentar encontrar uma forma de chegar”.

   Para quem depende do transporte privado, a realidade não é diferente. Os chamados “almendrones” quase não circulam, e os poucos que aparecem aumentaram consideravelmente as tarifas desses táxis coletivos.

   No âmbito do trabalho, várias entidades implementaram modalidades de trabalho remoto para reduzir o consumo de combustível e garantir a continuidade de serviços essenciais.


Tradução: Lina Noronha

Artigo completo, em espanhol: http://www.cubadebate.cu/especiales/2026/02/22/vivir-bajo-el-signo-del-bloqueo-es-una-historia-real-fotos/

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