Foto: Juvenal Balán
Publicado em 13 de março de 2026, no jornal cubano Granma*
Por: Dilbert Reyes Rodríguez; Carmen Maturell Senon; Susana Antón Rodriguez
O Primeiro Secretário do Comité Central do Partido [Comunista de Cuba] e presidente da República, Miguel Díaz-Canel, reiterou a complexa situação que o país enfrenta devido ao bloqueio energético e o seu impacto na vida quotidiana e produtiva do povo.
«Na vida produtiva, houve uma redução da atividade e da oferta de serviços. Nenhum país consegue produzir nos volumes habituais sem energia. Isto implicou em adaptações laborais, alterações nas funções dos trabalhadores e realocações, o que provoca impactos tanto laborais como salariais», assinalou o mandatário.
Díaz-Canel sublinhou que, na gestão do governo e na direção do Partido, é dada prioridade à proteção laboral e salarial dos trabalhadores, insistindo na necessidade de adaptação, de busca por recolocações e mudanças de função, aproveitando as oportunidades de trabalho existentes nas comunidades.
«Há muito por fazer nas comunidades. Podemos organizar projetos comunitários, reforçar a produção de alimentos em nível local, apoiar os mais vulneráveis, melhorar a coleta de resíduos sólidos e desenvolver iniciativas criativas com profissionais qualificados que apoiem os processos educativos nos municípios e centros de ensino superior. Tudo isto permite contribuir com a sociedade mesmo quando os trabalhadores não estão nos seus contextos habituais», explicou Díaz-Canel.
Destacou que a legislação laboral cubana contempla medidas especiais para proteger os trabalhadores; por exemplo, nas unidades orçamentadas, quem fica sem recolocação laboral recebe cem por cento do salário durante o primeiro mês e sessenta por cento a partir do segundo, conforme aprovado pelo Conselho de Ministros e aprovado pelo Ministério do Trabalho e Seguridade Social.
Além disso, no âmbito empresarial, existem três fontes que podem complementar a proteção salarial: reservas para contingências, reservas não utilizadas provenientes dos lucros das entidades e fundos de compensação.
A articulação dessas modalidades com os recursos do orçamento estatal, pontuou o presidente, permite garantir um tratamento laboral e salarial adequado.
Díaz-Canel enfatizou ainda a necessidade do sindicato atualizar a sua função, estando presente nos espaços onde os trabalhadores foram realocados e assegurando a proteção dos seus direitos e salários.
«Se aproveitarmos a força de trabalho nos contextos comunitários, poderemos avançar na resolução de problemas locais e municipais, fortalecer a unidade e garantir que ninguém fique parado, mas sim contribuindo com a sociedade», destacou.
(continua)
Tradução: Lina Noronha
*https://www.granma.cu/cuba/2026-03-12/manana-comparecencia-del-primer-secretario-del-comite-central-del-partido-y-presidente-de-la-republica-12-03-2026-18-03-42

